Olá!
O Tribunal de Contas divulgou um relatório onde adianta que entre o ano de 2006 e 2008, o Alentejo foi a região do país onde mais aumentou o número de utentes sem médico de família. O mesmo relatório indica que o número de médicos de família diminuiu em todas as regiões do país cerca de 11% e que no Alentejo a situação foi mais grave, tendo-se registado neste período uma diminuição de 20%. O panorama nacional não é animador, sendo que no momento há quase milhão e meio de utentes sem médico de família.
O Tribunal de Contas divulgou um relatório onde adianta que entre o ano de 2006 e 2008, o Alentejo foi a região do país onde mais aumentou o número de utentes sem médico de família. O mesmo relatório indica que o número de médicos de família diminuiu em todas as regiões do país cerca de 11% e que no Alentejo a situação foi mais grave, tendo-se registado neste período uma diminuição de 20%. O panorama nacional não é animador, sendo que no momento há quase milhão e meio de utentes sem médico de família.
Em Agosto deste ano, o nosso Governo contratou 42 médicos Cubanos para trabalhar no Sul do País, tentando assim suprir a crónica falta de clínicos existente, especialmente em centros, postos e extensões de saúde das zonas do interior. Os médicos cubanos vieram para trabalhar no Alentejo, mas também em Santarém, em Setúbal e no Algarve.
5 desses médicos foram trabalhar para Odemira, onde já se chegou a registar 6 mil utentes sem médico de família. Mais uma vez, a “subdesenvolvida” Cuba a dar uma mãozinha ao “desenvolvido” Portugal na área da saúde. E é uma ajuda que é muito bem vinda.
Em Junho de 2008, a Associação de Utentes de Saúde do Distrito de Beja pensava em lançar uma petição ( a qual cremos que sempre foi para a frente ) na qual pretendia reclamar o alargamento dos horários dos centros de saúde, o reforço dos recursos humanos ( sobretudo de médicos ), o reforço das viaturas de suporte intermédio de vida (SIV) e a garantia dos recursos humanos indispensáveis ao seu funcionamento e a instalação de um Centro Distrital de Orientação de Doentes Urgentes, na sede dos Bombeiros Voluntários de Beja. Outras manifestações foram feitas até aos dias de hoje pedindo sempre por uma coisa que deve ser básica em qualquer lugar do mundo e que diz respeito à dignidade das pessoas: acesso (gratuito) à saúde!
Algumas coisas têm vindo a mudar, mas será suficiente? Será que algumas coisas que têm mudado, como o encerramento de vários centros de saúde, beneficiam a qualidade de vida das populações?
Testemunho de um português algures no nosso país: Em resposta a uma carta recebida ontem, fui ao Centro de Saúde, hoje, para levar as vacinas em falta. Fui bem atendido, como sempre. Tentei aproveitar a deslocação para marcar uma consulta, para fazer os exames de rotina, que se devem fazer e não faço há uns dois anos. “A Dr.ª está de baixa, vêm cá outros médicos, mas marcações só para depois do dia três”, informou-me a funcionária de serviço. E se estivesse doente e precisasse mesmo de ser observado por um médico? Como fazia? Esperava até ao dia três?! Até morrer?!...Assim vai o estado da nossa “Saúde” .
Podia ser o testemunho de alguém do nosso Concelho! Todos sabemos as dificuldades com que nos deparamos quando nos deslocamos ao nosso Centro de Saúde. Quantas pessoas não têm médico de família? Quantas pessoas não podem ser atendidas? É urgente fazer alguma coisa para mudar esta situação. A questão não é de quem é a culpa, até porque acreditamos que todos os profissionais dão o seu melhor, mas o que pode ser feito para alterar o estado dos nossos serviços de saúde e quem o pode fazer.
E para aquelas pessoas que não se podem deslocar? Porque não pensar numa unidade móvel equipada? Assim era o(a) médico(a) que se deslocava até às populações, com as condições necessárias. Se não vai o Maomé à montanha...
O que pode ser feito para cativar médicos(as) portugueses(as) a virem trabalhar para o Alentejo? O incentivo ao investimento privado na área da saúde nesta região não será uma questão a pensar? Digam-nos o que pensam em relação à matéria da Saúde.
fonte: TV Alentejo
Cumprimentos.
5 desses médicos foram trabalhar para Odemira, onde já se chegou a registar 6 mil utentes sem médico de família. Mais uma vez, a “subdesenvolvida” Cuba a dar uma mãozinha ao “desenvolvido” Portugal na área da saúde. E é uma ajuda que é muito bem vinda.
Em Junho de 2008, a Associação de Utentes de Saúde do Distrito de Beja pensava em lançar uma petição ( a qual cremos que sempre foi para a frente ) na qual pretendia reclamar o alargamento dos horários dos centros de saúde, o reforço dos recursos humanos ( sobretudo de médicos ), o reforço das viaturas de suporte intermédio de vida (SIV) e a garantia dos recursos humanos indispensáveis ao seu funcionamento e a instalação de um Centro Distrital de Orientação de Doentes Urgentes, na sede dos Bombeiros Voluntários de Beja. Outras manifestações foram feitas até aos dias de hoje pedindo sempre por uma coisa que deve ser básica em qualquer lugar do mundo e que diz respeito à dignidade das pessoas: acesso (gratuito) à saúde!
Algumas coisas têm vindo a mudar, mas será suficiente? Será que algumas coisas que têm mudado, como o encerramento de vários centros de saúde, beneficiam a qualidade de vida das populações?
Testemunho de um português algures no nosso país: Em resposta a uma carta recebida ontem, fui ao Centro de Saúde, hoje, para levar as vacinas em falta. Fui bem atendido, como sempre. Tentei aproveitar a deslocação para marcar uma consulta, para fazer os exames de rotina, que se devem fazer e não faço há uns dois anos. “A Dr.ª está de baixa, vêm cá outros médicos, mas marcações só para depois do dia três”, informou-me a funcionária de serviço. E se estivesse doente e precisasse mesmo de ser observado por um médico? Como fazia? Esperava até ao dia três?! Até morrer?!...Assim vai o estado da nossa “Saúde” .
Podia ser o testemunho de alguém do nosso Concelho! Todos sabemos as dificuldades com que nos deparamos quando nos deslocamos ao nosso Centro de Saúde. Quantas pessoas não têm médico de família? Quantas pessoas não podem ser atendidas? É urgente fazer alguma coisa para mudar esta situação. A questão não é de quem é a culpa, até porque acreditamos que todos os profissionais dão o seu melhor, mas o que pode ser feito para alterar o estado dos nossos serviços de saúde e quem o pode fazer.
E para aquelas pessoas que não se podem deslocar? Porque não pensar numa unidade móvel equipada? Assim era o(a) médico(a) que se deslocava até às populações, com as condições necessárias. Se não vai o Maomé à montanha...
O que pode ser feito para cativar médicos(as) portugueses(as) a virem trabalhar para o Alentejo? O incentivo ao investimento privado na área da saúde nesta região não será uma questão a pensar? Digam-nos o que pensam em relação à matéria da Saúde.
fonte: TV Alentejo
Cumprimentos.