Em meados de Fevereiro, o PÚBLICO acompanhou elementos do executivo da Câmara de Beja, no contacto com as populações das freguesias rurais do concelho.
"Folgar a reforma"
Alguns não tiveram coragem para falar em público e aguardaram que o presidente da Câmara chegasse à rua para lhe colocar o seu problema. Uma mulher pedia ocupação para o marido. Um idoso implorava trabalho para um dos filhos ou, em alternativa, para um neto que já anda sem "trambelho". Para ver, esclareceu, "se me folgam um pouco a reforma".
Nem os que tinham trabalho estavam mais descansados. "Eles têm medo de perder o emprego", observa o Francisco Santos ( presidente da Câmara de Beja ), confirmando que este tipo de questão "é uma constante nos nossos encontros com a população": "Uns falam de desemprego e outros assumem que têm medo de perder o seu posto de trabalho".
Francisco Santos deixou claro que o município não tem condições para solucionar os problemas das pessoas sem trabalho. Mas tentou animá-las com as possibilidades que o novo aeroporto de Beja pode vir a oferecer à região, assim como a instalação, para breve, de uma grande superfície comercial na cidade. A tentativa de alento cheira a futuro e as pessoas querem respostas no presente, que a Cáritas Diocesana de Beja, por exemplo, tem cada vez mais dificuldade em dar. O número de pessoas no refeitório da instituição sobe constantemente, "mas os apoios decrescem", salientou a responsável da instituição, Teresa Chaves.
Esta foi uma reportagem realizada no nosso distrito e os problemas que são apresentados são em tudo semelhantes aos que acontecem no nosso concelho. Dá-nos a tua opinião acerca das tuas perspectivas de futuro no concelho da Vidigueira. Estás a trabalhar? É fácil arranjar um emprego? Quando terminares a tua formação gostavas de vir trabalhar para o concelho da Vidigueira, achas que existe essa possibilidade? Que áreas precisam de ser desenvolvidas que permitam criação de postos de trabalho? Acreditas que o aeroporto irá criar maior circulação de dinheiro nesta região? Como pode isso ser aproveitado pelo nosso Município? Que investimentos devem ser feitos?